No ano da COP30, SIMACLIM consolida liderança científica com coleção que reúne 15 anos de pesquisas da Rede Clima
Em 2025, ano em que o Brasil sedia a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o país alcança um importante marco na ciência climática com o lançamento de uma coleção que sintetiza 15 anos de pesquisas da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima). A iniciativa reúne o Centro de Síntese em Mudanças Ambientais e Climáticas (SIMACLIM) e diversas instituições parceiras, consolidando o protagonismo brasileiro na produção de conhecimento climático, especialmente a partir da perspectiva do Sul Global.
A coleção reúne evidências científicas produzidas ao longo de uma década e meia por pesquisadores de diferentes áreas e regiões do país, abordando temas que estão no centro da agenda da COP30, como impactos das mudanças climáticas sobre ecossistemas e cidades, vulnerabilidade socioambiental, adaptação urbana, financiamento climático, perdas e danos, segurança hídrica, oceanos, zonas costeiras e governança climática.
Ao transformar uma ampla produção acadêmica em relatórios de síntese acessíveis e orientados à formulação de políticas públicas, o SIMACLIM desempenhou papel central na organização e integração dos volumes. Publicada no contexto da COP30, a coleção busca apoiar tomadores de decisão, negociadores internacionais e parceiros de cooperação no desenvolvimento de respostas climáticas baseadas em evidências científicas, com foco na adaptação e na redução de desigualdades.
Os relatórios oferecem subsídios fundamentais para os debates sobre adaptação urbana, evidenciando como os impactos climáticos afetam de forma desproporcional populações vulneráveis nas cidades e reforçando a necessidade de ampliar o financiamento climático voltado a estratégias locais de adaptação. Além disso, a coleção contribui para o debate internacional sobre perdas e danos, ao apresentar evidências de impactos já irreversíveis sobre territórios, meios de subsistência e ecossistemas, especialmente em regiões mais sensíveis às mudanças do clima.
Segundo os organizadores, a publicação vai além de um balanço da produção científica nacional. Trata-se de um instrumento estratégico para subsidiar políticas públicas, cooperação internacional e negociações climáticas, alinhando a ciência produzida no Brasil às prioridades globais do Acordo de Paris e aos resultados esperados da COP30. “Reunir 15 anos de pesquisas em uma coleção integrada fortalece a base científica necessária para orientar ações climáticas mais urgentes, eficazes e socialmente justas”, destacam os coordenadores do projeto.
A iniciativa também evidencia a importância da cooperação científica e do intercâmbio de conhecimento para enfrentar a complexidade da crise climática. Ao contribuir com evidências ancoradas na realidade do Sul Global, a coleção fortalece a participação do Brasil no debate internacional e reafirma seu papel como articulador de soluções climáticas no ano em que sedia a COP30.
Disponível gratuitamente em formato digital, a coleção integra o esforço do SIMACLIM e da Rede Clima de democratizar o acesso ao conhecimento científico, qualificando o debate público e internacional sobre financiamento climático, adaptação, perdas e danos, e promovendo caminhos para um futuro mais resiliente, justo e sustentável.
