Câmaras Consultivas do CIM realizam primeira reunião presencial em Brasília
Em 11 de setembro de 2025, ocorreu o primeiro encontro presencial das Câmaras Consultivas do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) — a Câmara de Participação Social (CPS), a Câmara de Assessoramento Científico (CAC) e a Câmara de Articulação Interfederativa (CAI). O evento foi promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e sediado na Enap, com o objetivo de fortalecer a governança climática e articular ações conjuntas para implementação e monitoramento do Plano Clima.
Principais momentos do encontro
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Abertura com o Secretário Nacional de Mudança do Clima, Aloísio Melo, que detalhou a estrutura, os objetivos do CIM, do Plano Clima e ressaltou a importância do protagonismo das Câmaras no processo. Estavam também presentes o representante da Casa Civil, Rafael Martins, e os coordenadores Moacyr Araújo (CAC), Sérgio Xavier (CPS) e Robson Monteiro (CAI).
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Palestra do professor da FGV, Fernando Abrucio, abordando governança climática colaborativa. Ele destacou a necessidade de coordenação entre União, estados e municípios, bem como a importância de arranjos institucionais sólidos para políticas climáticas eficazes.
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Debate conjunto e trabalhos internos das Câmaras para definir agendas de trabalho, prioridades, cronograma e as formas de atuação colaborativa.
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Instalação formal das Câmaras no dia 10 de setembro, durante o seminário “A governança climática que o Brasil Precisa”, evento que também marcou o 2º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes Resilientes, com participação da ministra Marina Silva.
Importância e expectativas
Segundo Ana Paula Machado, diretora do Departamento de Governança Climática e Articulação do MMA, esse momento representa o início de uma governança climática mais inclusiva e adaptativa. As Câmaras não apenas acompanharão a implementação do Plano Clima, mas terão papel ativo em propor soluções, visibilizar temas negligenciados e mobilizar diversos atores sociais.
Este encontro marca o início de um trabalho de longo prazo, fundamentado em diálogo entre diferentes setores — governo federal, estaduais e municipais, academia, sociedade civil e setor privado — para construir políticas climáticas robustas, sensíveis às realidades locais e capazes de mobilizar consenso e ação.